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Profissão técnica está crescendo

O Globo – RJ 05/07/2015 – 10:34  Da Redação (Editado: Profissão técnica)

Procura por pessoas com a formação de profissão técnica aumentou 15% no país este ano. Remuneração média está entre R$ 3 mil e R$ 8 mil

Crise é uma palavra que ainda não chegou aos postos de trabalho de profissionais com formação técnica no Brasil. Dependendo do campo de atuação, muitos podem contar com um mercado pródigo em oportunidades de emprego no país. A procura por cargos neste perfil aumentou 15% nos primeiros quatro meses deste ano em comparação com o mesmo período de 2014. E, nessa demanda, há espaço tanto para os técnicos mais experientes, que podem ganhar salários de até R$ 8 mil, quanto para os recém-formados, que recebem remuneração em torno de R$ 3 mil.

 

André Borges, gerente da consultoria de RH Page Personnel, tem uma explicação para o crescimento do número de contratações: mesmo com a crise econômica e as demissões que afetam o Brasil neste ano, as indústrias não pararam, pelo contrário, elas precisam continuar produzindo de maneira eficaz. Qualquer problema ou interrupção na produção pode acarretar em custos extras, justamente o que as empresas tentam evitar neste momento.— Existe um volume de operação no país que independe da desaceleração da economia. E as empresas, principalmente num cenário econômico adverso, buscam mais eficiência e qualidade, e priorizam profissionais com boa formação e habilidades extras, como domínio de um segundo idioma e perfil comportamental adequado. Para estes técnicos, a demanda está sempre em alta — garante André.

DEMANDA CRESCENTE PARA A PROFISSÃO

No Rio, especificamente, há demanda crescente por técnicos especializados no setor metroferroviário, afirma o presidente da Fundação de Apoio à Escola Técnica ( Faetec), Wagner Victer. Ele destaca ainda o segmento de óleo & gás, que voltará a ter alta demanda por profissionais qualificados.— Precisamos pensar a educação técnica a longo prazo. Os que estão se qualificando agora para atuar na indústria de óleo e gás já estarão na frente quando as empresas desse segmento voltarem a contratar.

PEÇAS-CHAVE

A mesma opinião tem João Cavalcanti, presidente do Conselho Deliberativo da Associação Brasileira de Recursos Humanos do Rio de Janeiro (ABRH-RJ) e diretor de RH da Lafarge. Em plataformas de petróleo, por exemplo, bons especialistas são peças- chave para que as operações sejam feitas com eficiência e segurança. Segundo ele, técnicos experientes nessa área são tão valorizados que alguns chegam a ganhar salário de R$ 20 mil.— Há certas funções que a maioria dos engenheiros não desempenha. Manusear equipamentos e cuidar da operação diária de processos produtivos, por exemplo, é responsabilidade de um técnico, que estudou na prática. Não por acaso, precisamos constantemente contratar esse tipo de profissional.Na sua avaliação, um técnico de automação industrial não fica sem emprego hoje no Brasil. E se ele não encontra um lugar na indústria automotiva, terá espaço no segmento siderúrgico, cimenteiro etc., pois a formação permite que ele atue em diversos setores de produção.O aumento da demanda por especialistas não significa que seja fácil encontrá-los por aqui. A 10º edição da Pesquisa Anual sobre Escassez de Talentos da consultoria ManPowerGroup, divulgada no mês passado, mostrou, inclusive, que esse é um dos maiores desafios do país: 61% dos executivos brasileiros enfrentam dificuldades para contratar mão de obra qualificada, principalmente para funções de cunho técnico.O foco da população brasileira no ensino superior, investimentos públicos insuficientes para alavancar o ensino técnico e o consequente desinteresse de jovens por essa área podem explicar a falta de profissionais habilitados para trabalhar em funções mais práticas e específicas, avalia a diretora de Recursos Humanos da consultoria, Márcia Almström.— Hoje a demanda é alta mesmo em tempos de crise, porque ainda há um gap no país no que diz respeito à oferta desses profissionais. Mas posso dizer que o volume de contratações, apesar de ter aumentado nesse ano, não se compara ao que víamos no passado, quando empresários e governo começaram a perceber que o investimento na formação técnica era e ainda é fundamental para o crescimento do país.

ÍNDICE AINDA BAIXO

Um estudo encomendado pelo Senai em 2014 apontou que a taxa de jovens brasileiros com formação técnica ainda é baixa no Brasil: apenas 7,8% das pessoas entre 16 e 24 anos fazem cursos deste tipo no país. Na Áustria, por exemplo, que registra o nível mais alto, 76,8% dos estudantes do secundário fazem ensino técnico. Finlândia vem em seguida, com 69,7%, e Alemanha, com 51,5%.

Mas, segundo Edson Melo, gerente de Educação Profissional do Senai Rio, esse índice vem aumentando, pelo menos no Rio de Janeiro. Entre 2010 e 2014, o número de alunos mais que dobrou na instituição, passando de 11 mil para 25 mil. Ele acredita que o perfil multifacetado destes profissionais é o que mais chama a atenção de empresas.
— Eles são formados para atuar em diversos campos da indústria, como supervisão, operação ou manutenção de equipamentos. Isso aumenta as chances de empregabilidade dos técnicos.

 

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